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quarta-feira, 2 de junho de 2021

Bonsaiaçu, um conceito nascido da incompetência criativa

Sempre gostei de bonsai, aquela arte japonesa de miniaturização de árvores. Como criança, pedia livros sobre o assunto, estudava e sonhava em algum dia fazer um exemplar. Mas nunca tive a coragem. E hoje nos meus quase 60 anos continuo não tendo.


Há mais de sete anos (no dia 27 de dezembro de 2013 para ser exato), numa incursão à mata para observar aves amazônicas (minha profissão, hobby, e maior prazer), desenterrei algumas plântulas jovens de Parkia pendula para levar para a casa. Não tinha ideia de como, mas imaginei tentar fazer bonsai de uma delas.

A espécie, conhecida na Mata Atlântica como visgueiro ou angelim-saia, aqui na Amazônia é mais chamada de arara-tucupi. É, na minha opinião (uma das se não), a árvore mais linda da Floresta Amazônica. Sua copa estende lateralmente formando quase uma mesa plana de folhas delicadas e recortadas acima das outras copas. Uma das grandonas mesmo da floresta. Como recriar isso em miniatura?

Essa mudinha de uns 50 cm, nascida logo de baixo da mãe, um monstro de 30 m, foi plantada em um vasinho e ficou na meia-sombra do meu jardim de casa. Nunca tive a coragem de fazer qualquer tipo de educação da árvore, muito menos podar qualquer coisa. Só deixei ela sofrer esse tempo todo dentro de um vaso muito pequeno, com uma terra bastante exausta provavelmente.

Ela simplesmente crescia lentamente, um espigão fino, meio torto devido às viradas para achar algum sol, sem a menor tendência de querer esgalhar, muito menos produzir aquela copa chata, espalhada, maravilhosa característica da espécie—só uma vara torta mesmo. Depois de alguns anos, enquanto ela se esticava lentamente, quando não aguentei mais olhar para a desproporcionalidade absurda do vasinho que estava (de plástico ainda), tomei a coragem de passar para um vaso maiorzinho, de concreto, mais pesado e ornamental.  No ato, naturalmente rolou uma “poda” (mais como mutilação) do bololô de raízes.


Dia 21 de maio de 2021, depois de perder todas as folhas, mostrou sinais de querer esgalhar pela primeira vez na vida.

E assim passaram-se mais anos, ela subindo e eu me sentindo cada vez mais incompetente e indeciso.  Deveria ter colocado ela no chão há muito tempo, pensava.  A natureza dela é subir até emergir do dossel e, só então, formar copa.  Quase três metros de altura num vaso ridículo, não era nem uma coisa nem outra.  E para piorar, agora mês passado em plena época de chuva, perdeu todas as folhas, e eu suspeitava que tivesse finalmente batido as botas.  Mais uma perda da pandemia, do descuido, da inoperância e da incompetência.  Triste.

Mas não. As chuvas diminuindo, o sol aparecendo, começou a se esticar o botãozinho na ponta alta da vareta.  Aliviado, mesmo assim eu custei pra entender o que estava acontecendo.  Ela não recuperou; pois nunca tinha passado mal.  Ela trocou suas folhas, como uma Parkia adulta na mata faz.  E quando começou a rebrotar, não foi só na ponta apical.  Pela primeira vez, brotou em muitos lugares, claramente querendo fazer galhos.  Aí sim, entendi que ela tinha decidido (talvez por ter alcançado uma altura no jardim que o sol a iluminava o suficiente) esgalhar de vez.  Rapidinho puxei o vaso para um lugar ainda mais ensolarado, em pleno sol mesmo, para reforçar nela a felicidade da sua decisão.


24 de maio, em pleno sol, esticando em 3 direções, o ápice claramente crescendo pro lado.

O que aconteceu? O líder, o broto apical não subiu. Deitou e até agora está crescendo loucamente na horizontal! E os brotos tronco abaixo estão assumindo direções complementares. O segundo vai pra frente, quase horizontal também, e o terceiro já vai se esticando no sentido ao contrário do primeiro.  Ou seja, de um ano pro outro, de um pulso de crescimento até o próximo, ela mudou de forma. Uma adolescente Parkia pendula, num vaso no meu jardim de casa! Estou muito emocionado. Um pai comemorando o aniversario de quinze anos de sua filhinha, e se preparando para a chegada de pretendentes não merecedores.


27 de maio, lateralizando mesmo.

Já preparei um lugar novo (na “garagem” que nunca recebeu um carro) onde vai passar pelo pergolado e poder esgalhar no sol e se lateralizar à vontade.  Só falta uns três homens pra gente poder mudá-la sem machucar. Semana que vem. Se a minha visão do futuro dela se realizar, ela vai se espalhar mais, o tronco engrossar, talvez até criar sapopemas, e se tornar uma miniatura de uma Parkia da mata. 
 

Na manhã de 30 de maio de 2021 —Uma gracinha, não?

Mas com uma provável altura máxima de 3-5m, acho que nenhum conceito de bonsai aceita.  Tem uma categoria “gigante”?  Enfim, independente da falta de nome politicamente correto, de uma caixinha certa pra “raça” dela, ela se tornou a menina dos meus olhos, sem nenhum mérito meu. Espero que ela viva muito mais tempo que eu—o bonsaizeiro mais inepto, medroso e sortudo que já conheceram—e que um dia vocês a vejam com os meus olhos, de quem a admirou antes dela nem se conhecer como gente.

Mario Cohn-Haft

Acariquara

30 de maio de 2021

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Os Caçadores

Às vezes é preciso um pássaro para nos lembrar porque a gente mora no Acariquara, para lembrar o prazer da proximidade com a natureza, e para me despertar a escrever de novo.

Por Mario Cohn-Haft

(3 abril 2018)

Hoje foi um velho amigo, talvez conhecido por muitos de nós dos sítios e fazendas do interior deste país todo. O acauã é um gavião (mais corretamente um falcão, mas mais sobre isso outra hora) e hoje um cantava da árvore mais alta da esquina da Humboldt com a Cedroramas enquanto eu andava com meus cachorros.

Cabeçudo e de máscara preta, o acauã (Herpetotheres cachinnans) não lembra nenhuma outra ave.
Come cobras e lagartos e outras presas fáceis de pegar no chão.
Foto: Anselmo d’Affonseca.
O canto do acauã (ouça aqui) é um som do interior, nada que se espera ouvir numa cidade de dois milhões de habitantes. Mais sorte a nossa de poder ouvir de vez em quando aqui perto de casa. Esse cantou até atrair a atenção de um bem-te-vi, que perseguiu ele até voar embora. Outro dia volta.

(22 abril 2018)

Semanas depois, mais uma caminhada com os cachorros e mais uma ave de rapina especial. Hoje de tarde passou voando o gavião-caracoleiro. Como a maioria das espécies de aves caçadoras, é especializado em um certo tipo de presa, não pega qualquer coisa e jamais caçaria os pintinhos do quintal ou nossos gatinhos.

O gavião-caracoleiro (Chondrohierax uncinatus) se destaca pelas cores verde e amarelo da pele entre o bico e os olhos. Vive principalmente na várzea e come caramujos. Será que o que vi no Conjunto estava caçando os caramujos africanos? Foto: Anselmo d’Affonseca.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Pena de quem não viu

Essa historinha ornitológica não rolou no Acariquara. Mas aconteceu bem perto e será só uma questão de tempo até vermos a mesma coisa aqui dentro. Tomara!

Por Mario Cohn-Haft

Essa pena foi encontrada no campus do Inpa.  Parece ser a penúltima primária externa (a número nove na contagem técnica de penas de aves) da asa direita de uma coruja jacurutu (compare com as penas nesse link). Foi a primeira evidência da presença da nossa nova vizinha.
Começou há alguns meses quando a colega Summer me trouxe uma pena que encontrou no estacionamento do campus 2 do Inpa (onde trabalho). Tratava-se de uma pena de asa de coruja muito grande. Na coleção de aves, comparamos com as penas equivalentes das outras corujas conhecidas na região, mas essa era até maior do que a maior coruja que temos (o murucututu). Só restava uma opção, o jacurutu.

A coruja jacurutu é maior que muitos gaviões e pode comer ratos e mucuras à noite.  Estonteantemente bonita, ela nos brindaria com a sua presença no conjunto. Foto do Rio Grande do Sul: Robson Czaban.
Problema é que a coruja jacurutu (Bubo virginianus) não é uma ave tipicamente amazônica (veja mapa abaixo). O que estaria fazendo no estacionamento do Inpa? Devo acreditar que mora ali mesmo? A resposta veio agora. Outro dia, minha esposa, Rita, me disse ouvir um canto diferente de coruja no campus 1 do Inpa quando ela saía do trabalho depois de noite. Toquei alguns exemplares do canto de jacurutu e ela achava que batia. E o cerco ia fechando. Na noite seguinte procurei o som com a mestre Roberta e amigos. E ouvimos! Parece que tem pelo menos um jacurutu morando no Inpa!

A distribuição do jacurutu é ampla em toda a América, menos na região amazônica.  Fonte: https://www.allaboutbirds.org/guide/Great_Horned_Owl/id.

Acredito que esse registro combina com vários outros casos de expansões de distribuição associadas ao desmatamento (veja matéria Quando um “bom” passaro é um mau sinal?). A floresta amazônica de terra firme é um ambiente tão diferenciado que a maioria das suas espécies só moram ali, e dificilmente bichos de fora penetram. Mas na medida que alteramos o meio ambiente, os lugares de ocupação humana, especialmente cidades e fazendas, afastam a fauna da mata nativa enquanto proporcionam habitat para bichos de outros ecossistemas.

O jacurutu vive em áreas de cerrado e matas de galeria fora da Amazônia. Os poucos registros amazônicos vinham de locais com cerrado ou campinas extensas (veja o mapa de registros). Mas agora o jacurutu mora na cidade de Manaus. O campus do Inpa encosta no campus da Ufam, que por sua vez se cola no nosso conjunto. Fiquem atentos!

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Feirinha do Acariquara todo sábado pela manhã

A proposta da feirinha é ter aquele ambiente de cidade pequena que come coisas naturais e compra artesanatos feitos pelos próprios vizinhos. Ela está aberta a participação de todos! Ela será realizada todo sábado pela manhã na praça do Acariquara I.


Por Andréa Ferreira, moradora da Rua Guariúbas

A feirinha segue paralela ao futebol da criançada, que para angariar fundos para uniformes, bolas, reforma do campinho, começou quando o morador Mário, produtor de verduras hidropônicas, ofertou alguns maços de folhas para o morador Luiz vender e tirar ajuda para o futebol. Assim, foi criada a feirinha! Uma vez criada, para incentivar outros moradores a virem trazer suas criações, a moradora Andréa, que possui um ateliê de tecidos naturais, trouxe seus produtos para dar corpo à feirinha.
O Luiz fabricou um mesa/balcão de pallet e lá expõe sua alface americana, alface crespa, couve e rúcula, dividindo com a Andréa que, por sua vez, expõe seus cosméticos artesanais como o desodorante, que pode ser usado até por crianças pelo fato de ser feito com produtos não nocivos à saúde, o sabonete feito do azeite de oliva puro e até perfumes artesanais, sem utilização de álcool. A Andréa também expõe suas roupas feitas em algodão puro e em tecidos claros como combate a alergias. As roupas são penduradas nas árvores próximas. Um barato!!

Desodorante natural.

Os moradores tem aparecido timidamente e o contingente maior ainda é o de pais que levam seus pequenos ao futebol, mas a cada sábado, vemos que cresce a participação. Como incentivo ao crescimento da feira, até as crianças resolveram colaborar: o Guilherme de 10 anos produziu brinquedos de emborrachado que fizeram sucesso entre a meninada. Recorde de vendas! O João também de 10 anos também criou um sebo infantil e leva os livros que não usa mais para vender para os colegas. Genial!

A molecada agradece!

Neste último sábado, entre moradoras que foram prestigiar a feirinha, encontramos uma interessada em vender as polpas de frutas orgânicas que produz em seu sítio. Já outra moradora motivou-se a vender mudas de plantas medicinais e mais outra, trará os vasos pintados e trabalhados por ela.

Os vasos coloridos pintados à mão.

Assim, nossa feirinha tem crescido! E quando mais moradores decidirem participar, trazendo suas criações, por menores que sejam, talvez não precisaremos sair daqui pra comprar muitas coisas e o melhor, poderemos ter um ambiente descontraído, familiar, como opção de lazer.

Também sempre há o espaço para se vender nosso tão querido e típico café da manhã e isso nos daria a opção de tomar café todos juntos "no quintal de nossas casas".

Então, não se esqueçam, sábado tem Feirinha do Acariquara!


***

Coisas grandes nascem pequenas e não podem ser desprezadas! Quem quer ter essa movimentação gostosa de criadores, vizinhos, famílias e compartilhamento, tem que acreditar e apoiar. 

Vamos lá Acariquara!!!!!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Gritaria e confusão de madrugada

Parece a manchete do jornal vendido no semáforo, mas essa vez, como de praxe, vai ser só sobre as aves do Acariquara. No caso, a gritaria é das aves, mas a confusão pode ser a nossa pra entender quem tá gritando o que.

O coró-coró (Mesembrinibis cayennensis) anda pelo chão catando alimento, inclusive o caramujo africano.
(Foto: Anselmo d’Affonseca).

Por Mario Cohn-Haft

18 de dezembro de 2016

Por bem ou mal, parece que o gritador mor do amanhecer, o aracuã-pequeno (Ortalis motmot), já está bem conhecido e aceito na vizinhança. Virou até mascote do conjunto, eleito por maioria! Mas tem outra ave que vocaliza quase todo dia aqui, de forma parecida, que suspeito que tá passando batido por muitos moradores. É o coró-coró.

O coró-coró é uma ave de várzea que colonizou o nosso conjunto. Inicialmente aparecia só na beira do lago. Mas com a expansão do caramujo africano, ele começou a andar pelos quintais e áreas verdes comendo caramujos! Não sei quantos ele consegue comer, mas já ganhou o meu respeito pela tentativa.

Voando, o coró-coró grita seu nome e mostra que tem bico longo e curvo, mas quase não tem cauda.
(Foto: Anselmo d’Affonseca).

É uma ave pernuda, maior que uma galinha e quase preta, a não ser quando o sol bate e ilumina tons de verde brilhoso (mais sobre iridescência em aves em um post futuro). Mas como fica principalmente na sombra, parece escuro mesmo, com o bico comprido e curvo. Você nunca viu? Aposto que já escutou!


(Gravações: Luciano Naka e Phil Stouffer).

Sim, grita de madrugada, durante o dia e até à noite. E o som lembra o do aracuã. Então, como saber a diferença? Ambos chamam seu próprio nome. Um faz “araQUAM-araQUAM-araQUAM-araQUAM”, às vezes vários gritando de uma vez. Para lembrar o som e aparência do aracuã, clique aqui.

O coró-coró faz "coró-coró-coró-coró-coró-coró…” quando passa voando, e faz um ronco, longo e prolongado quando pousado numa árvore, esperando descer pro chão para procurar comida (clique aqui para ouvir).  Se você avistar o gritador, também é fácil distinguir: o aracuã tem rabo comprido e bico curto; o coró-coró tem bico comprido e rabo curto. Simples assim.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Escolinha de futebol estreia no Acariquara

A chuva bem que tentou, mas mesmo com atraso a primeira aula da Escolinha de Futebol aconteceu nesse sábado (03/dez) no campinho da Praça do Conjunto Acariquara, vulgo Carecão. 


Por Ricardo Pedroso

Pais investiram no talento dos filhos, roupa e tênis novos, protetor solar e água. Filhos nitidamente estranhando a situação, alguns ainda não tinham tido a oportunidade do contato com uma bola de futebol. Outros entusiasmados e alguns tímidos, dispostos apenas há observar e brincar. Professor Luiz nem dormiu direito, antes da chuva já estava ansioso no Carecão fazendo os últimos ajustes.


Com a trégua da chuva os pais foram chegando, alguns sem filhos, só pra ver a brincadeira e comprar Alface. Agradecimento especial a esses que com apoio moral e financeiro estão viabilizando essa iniciativa. Depois do aquecimento um treinamento de toque, cabeçadas e chutes a gol. Acabou, é claro, com uma partida onde até pai entrou na disputa, que terminou nos pênaltis e todos saíram vencedores.


Para comemorar o dia da estreia moradores Elisangela e Ricardo (Guariúbas) patrocinaram um lanchinho. Encerrado com mais brincadeira da criançada na Praça e bate papo dos pais, já quase 10:30h, tava bom e ninguém queria ir embora. 


Essa atividade será rotineira. Todo sábado iniciando às 8:00. Procurem chegar no horário para a criançada aproveitar o sol ameno da manhã. Todas as crianças, meninos e meninas, de todas as idades são bem vindas, junto com seus pais e acompanhantes é claro. 


Esse é um momento de interação pais e filhos, no sentido amplo da palavra. Pais, que são mães, irmãos, tios e amigos. O carinho oferecido à criança é retribuído por ela no dia a dia. Passem mais tempo como elas, aproveitem esse momento nos sábados pela manhã. 

Obrigado a todos que por lá apareceram. Palpites e contribuições são sempre bem vindos.

Mais fotos da inauguração da Escolinha de Futebol no Carecão:







sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Atividade para as crianças

Vamos colocar essas crianças para praticar esporte?

O Morador Luiz, da rua Guariúbas, teve a ideia e outros moradores o acompanharam. A ideia é algo bem simples, iniciar uma Escolinha de Futebol para as crianças (meninos e meninas). Ele não é profissional, mas executou essa atividade anos atrás quando residia em Maceió e tem um pouco de experiência. Com o apoio e incentivo dos pais acreditamos que é possível tirar a molecada da frente da TV.

Contudo isso dá trabalho e requer investimento dos pais, mas a garotada merece.

Nosso campo não está preparado para isso. Por isso, já começamos a trabalhar. Contratamos um soldador para soldar as traves. Os moradores vão lixar, pintar e colocar rede nova. O prazo é final de novembro.

Temos ainda a possibilidade de reativar o vôlei, é só haver interesse.

Nosso campinho é hoje pouco utilizado pelos moradores. A única maneira de tomarmos posse é utilizando.

Assim como vem sendo feito com o Jardim da Humboldt. Antes deposito de lixo. Hoje temos a vista do Lago, mesas e bancos, flores... A luz se não é a ideal já se faz presente. Os moradores estão desfrutando e ajudando na manutenção, enfim, exercendo sua cidadania. Em breve madeiras estarão direcionando a água da chuva, dirimindo o temor de alguns com a enxurrada e possível erosão. Hei? E você, já passou por lá?

Tudo isso tem um custo financeiro e um esforço pessoal grande de cada um. Caso queira participar é só interagir com todos os moradores cadastrados no grupo de email. É só enviar seus comentários para:
rede-acariquara@googlegroups.com

Toda ajuda é bem vinda! O resultado é de todos!



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terça-feira, 15 de novembro de 2016

Araramania!

Elas continuam aqui, as araras-canindé. Hoje mesmo vi umas vinte ou mais circulando as copas das árvores na área verde entre a Cedroramas e a Seringas/Copaíbas. E não foi so canindé, tinha araracangas no pedaço também, aquela nossa velha amiga arara vermelha que mora por aqui. Aliás, não estão apenas as araras. Tem a maracanã, a maritaca, o papagaio, e periquito pra caramba. Tá um verdadeiro carnaval de psitacídeos!

Canindés (Ara ararauna) comendo açaí (foto: Marcos Amend).
Por Mario Cohn-Haft

13 de novembro de 2016

Dá um ar de ocasião especial, mesmo, não?  A gritaria, as revoadas. Parece que no momento tem muita coisa para comerem aqui, muitos frutos, tanto de árvores frutíferas plantadas,como também nas árvores nativas das nossas áreas verdes. Invasões esporádicas de aves atrás de comida (como já presenciamos com os tucanos em 1989-90) são eventos misteriosos. Não está claro se o que estimula é a abundância de alimento onde aparecem (como ficam sabendo?) ou uma escassez em seu lugar de origem (de onde vieram?) ou as duas coisas juntas.

De qualquer forma, o espetáculo vale o ingresso. Aliás, só o que temos que fazer para ter o privilégio de curtir isso de vez em quando é continuar deixando as nossas árvores em pé. E isso já é a nossa marca registrada aqui no Acariquara.

Maracanás-do-buriti (Orthopsittaca manilata) também aproveitam o açaí (foto: Anselmo d’Affonseca).

Mais conhecido como maritaca, o periquitão (Psittacara leucophthalmus), como é nomeado oficialmente, vive na cidade o ano todo, às vezes formando bandos grandes e barulhentos.  Destaca-se pelo tamanho médio (entre periquito e a maracanã) e as marcas vermelhas distribuídas aleatoriamente pela cabeça (foto: Anselmo d’Affonseca).

O periquito-de-asa-branca (Brotogeris versicolurus) volta todo ano da várzea onde reproduz.  Os bandos enormes aproveitam a safra de mangas urbanas de dia e dormem todos nas árvores do V8.
Merecem um post só sobre eles—calma aí!  (foto: Anselmo d’Affonseca).

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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

CONVITE PARA DECLARAÇÃO DE INTERESSE EM SE ASSOCIAR


COMISSÃO PRO ACARIQUARA UNIDO E ORGANIZADO

CONVITE PARA DECLARAÇÃO DE INTERESSE EM SE ASSOCIAR

Manaus, 09 de novembro de 2016.



Como deve ser de seu conhecimento, um grupo de vários moradores vem se reunindo, em confraternizações, há meses. Reuniões essas sempre pautadas na necessidade de se criar e formalizar um Conselho que represente institucionalmente os interesses da nossa Comunidade (Parque Residencial Acariquara).

Nesse processo, além de se optar pela criação de um Conselho voltado para o "Acariquara", enquanto causa ambiental, conseguisse também, a elaboração de uma proposta para o ESTATUTO SOCIAL da instituição, em tela, denotando-se, daí, uma importante e fundamental participação democrática e proativa do retro citado grupo.

Ao considerarmos o assunto amadurecido, mas necessitando sentir o real interesse dos moradores, em geral, decidimos em reunião, domingo passado, 6/nov./16, conhecer sua posição/interesse a respeito.

Entendemos que o processo, por conta da pluralidade de pensamentos, é bastante moroso e até desestimulante. Contudo, o grupo de moradores em questão, mantém-se firme, consciente das implicações pertinentes e necessita sobremaneira de sua participação.

É você quem vai decidir se viramos a página e passamos a olhar o futuro com olhos de construtores;

É você quem decide fundamentalmente pela união e organização para transformar o Parque Residencial Acariquara.

Algumas ações pontuais, de envolvimento comunitário têm sido feitas durante esse período, o que prova o interesse e o comprometimento de alguns moradores com o Acariquara. São louváveis essas iniciativas!

Por outro lado, para uma relação institucional político administrativo, o "Acariquara" encontra-se desprovido de prerrogativas jurídicas, ou seja, não tem legitimidade, legalidade para tal.

Para tanto, precisamos de você nesse momento. O preenchimento da ficha abaixo resultará um norte para as ações futuras e para o registro do seu comprometimento em participar desse Conselho como associado, dando-lhe oportunidade de participar, também, das chapas que concorrerão aos cargos eletivos do Conselho.

Com agradecimentos especiais pela sua atenção,

Comissão pro Acariquara unido e organizado.
O preenchimento é simples. Esse documento estará disponível também no Blog do Acariquara (acariquaras.blogspot.com.br), divulgado nos grupos de WhatsApp e na formulário digital com o mesmo conteúdo ( https://goo.gl/forms/Zbt7rRd9rLmE0y5B2 ).
Você poderá optar por qual meio deseja se manifestar.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Piquenique no Jardim da Humboldt

Na tarde de 5/nov (sábado), moradores da Guariúbas e convidados fizerem um piquenique no Jardim da Humboldt. Parabéns aos moradores pela iniciativa de ocupar o espaço. Muito bate papo, canções (voz e violão) e é claro comilança.





sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Alguem mais notou? Araras-canindé no Acariquara

As araras vermelhas são um dos privilégios de Manaus. Onde mais se pode morar numa metrópole deste tamanho e ainda ver araras? Aqui no conjunto temos a sorte de vê-las quase todos os dias nas suas idas e vindas do seu lar, que talvez seja aqui perto na mata da UFAM. Mas nunca mais, há pelo menos dez ou quinze anos, eu havia visto a arara-canindé na cidade.


Por Mario Cohn-Haft

Numa caminhada matinal com meus cachorros em alguma manhã durante a segunda semana de outubro (não anotei a data lamentavelmente), vi um bando de 18 araras-canindé passando por cima do conjunto. Estavam todas juntinhas e passaram rápido como se estivessem a caminho de algum destino, não necessariamente tão perto. Me perguntei se as veria de novo. Ia até escrever para este blog, mas estava me preparando para viagem e, na pressa, não fiz. Imagine a minha alegria de descobrir, agora no meu retorno, que estão aqui ainda! Nos últimos três dias, tenho ouvido e visto várias araras dessas passando perto de casa.


Como saber se é uma canindé? Ela não é vermelha! Por cima (no dorso) ela é azul, e embaixo (no ventre e no “forro" das asas) ela é amarela—azul e amarelo, com uma cauda ate mais comprida e fina que a da vermelha. O povo da região às vezes chamam ela de “arara azul”, mas ela não é a mesma arara-azul do pantanal, nem a ararinha-azul do nordeste. E ela grita diferente da vermelha também. É sutil, mas se prestar atenção vai ver que o grito é mais gutural, r-r-r-r-r-raspando; ela é a única que grita seu nome, “arara!”


O que ela faz aqui? Vamos ficar de olho para saber.  A espécie tem uma preferência natural para buritizais. Antigamente, encontrava-se algumas na ponte do Igarapé do Mindu na Colônia dos Japoneses. Será que essas de hoje estão ficando no buritizal do nosso lago? Arara voa longe todo dia atrás de frutos para comer, mas volta a dormir no seu lugar predileto. Vamos curtindo essa visita enquanto podemos e torcendo por elas estarem se abrigando em algum lugar seguro, como o nosso conjunto, uma área verde que abriga tanta variedade de vida silvestre.


Mario Cohn-Haft
30 de outubro de 2016

fotos: Anselmo d’Affonseca
gravações:  Philip Stouffer e Luciano Naka

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Jardim da Humboldt

O Jardim da Av. Humboldt ganhou algumas comodidades. Caro Morador, ajude na conservação. Plante, molhe, limpe e desfrute do espaço que é seu!


Percebemos que quando há moradores ocupando o espaço os carros de namorados e comerciantes de entorpecentes passam, dão a volta e vão embora. Até moradores que usavam o espaço como lixeira não tem feito mais isso.

Algumas ações para contenção da água de chuva e jardinagem estão aguardando recursos para serem realizadas. Se tiver interesse em ajudar não passe vontade - Venha e participe.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Revitalização do meio fio da rua Guariúbas

Nos dias 11 e 12 de outubro moradores da rua Guariúbas se organizaram e contrataram prestadores de serviços para revitalizar o meio fio da rua. Vejam o antes e depois.



Mais uma demonstração de que quando os moradores se unem sai coisa boa. Aproveite esse ideia, faça algo por sua rua.


Essa iniciativa pode e deve ser replicada em outras ruas.

Pensar em Acariquara começa quando pensamos na rua que vivemos.

Parabéns aos moradores da Guariúbas pela mobilização.

domingo, 25 de setembro de 2016

Plantio de mudas no entorno do lago

Conforme planejado, no sábado 24 de setembro ocorreu o plantio das mudas doadas pela SEMMAS em comemoração ao Dia da Árvore. Cerca de 170 mudas foram para o chão, das quais 120 eram de plantas ornamentais e 50 de árvores. Veja as fotos da criançada botando a mão na massa!


O plantio foi orientado por moradores do Acariquara que receberam a equipe técnica da SEMMAS durante a última semana. A decisão foi concentrar o plantio das ornamentais ao final da Av. Humboldt e das árvores ao redor do lago, preparando boas covas para aumentar as chances de as plantas crescerem com vigor. As árvores foram plantadas pelos técnicos da SEMMAS, mas quem botou a mão na massa pra plantar as ornamentais foi a criançada do conjunto!


A intenção dos moradores é recuperar essa área para deixar claro que não é uma área destinada a se jogar lixo e sim uma área importante para o lazer e bem-estar de todos. Contudo, a tarefa apenas começou, temos que nos organizar para cuidar das mudas, regando-as com frequência e organizando limpezas periódicas para favorecer seu crescimento e a floração dessas belezinhas.


Agradecemos a todos os moradores que se interessaram pela ação e principalmente à equipe técnica da SEMMAS que viabilizou o plantio com a participação dos comunitários.


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